Acidentes com motos deixam 2,5 milhões de pessoas com invalidez permanente em uma década

Relatório da Líder Seguradora mostra também 200 mil mortos nesse período. Ocorrências afetam saúde pública, previdência e produtividade de uma geração de trabalhadores que segue sem políticas públicas que visem melhoria na qualidade de vida e segurança no exercício da profissão.

Mais de 2,7 milhões de brasileiros ficaram com invalidez permanentes ou morreram em acidentes com motocicletas. Os dados foram coletados pela seguradora Líder, responsável pela administração do seguro Dpvat (seguro para danos causados por veículos) e registra verdadeira epidemia de mortes de motociclistas no país.

Se observado todos os que se acidentaram com motos, incluindo os casos menos graves, o total chega a quase 3,3 milhões – uma população que comparada às de cidades brasileiras, só não supera as de Rio de Janeiro e São Paulo.

Em dez anos o contingente de acidentados cresceu 72%, enquanto os acidentados com outros meios de transporte aumentaram 28%, em média. No período, os números daqueles que sofreram com algum tipo de invalidez permanente após um acidente com moto cresceu 142%. Os condutores de motocicletas representam 68% dos que sofreram acidentes. 

Especialistas afirmam que a redução destes índices passa pela criação de políticas públicas específicas para quem anda de motocicleta, além de conscientização dos demais agentes participantes do trânsito brasileiro.