Aplicativos de entregas tem serviço suspenso em Buenos Aires

A decisão foi tomada depois que a Justiça argentina acatou um pedido da defensoria pública, que por sua vez havia sido procurada por sindicatos e outras empresas com reclamações de segurança, má alimentação e falta de seguro de trabalhadores da área. Junto da proibição, Gallardo ordena que o Ministério do Desenvolvimento Humano crie um plano de emergência que supra a paralisação súbita de renda entre os trabalhadores afetados até que a situação seja resolvida.

As empresas obviamente vão recorrer da decisão. “A decisão põe em risco a continuidade da renda de milhares de pessoas.” escreve a Rappi na resposta à ordem; “Nós expressamos nossa preocupação com a situação, mas ela sem precedentes em nível mundial”.

A questão agora é saber se as empresas envolvidas cumprirão com as demandas emitidas enquanto seu recurso é preparado e apresentado no tribunal. A situação é grave: de acordo com um relatório citado por Gallardo reproduzido pelo polícia da capital registrou só no último mês cerca de 25 casos de entregadores dos apps sendo internados em hospitais públicos em decorrência de acidentes de trânsito durante o serviço.  Ainda segundo o documento, apenas 77% dos trabalhadores contam com uma mochila oficial da empresa, enquanto 67% não usam capacetes e 70% não contam com qualquer seguro de saúde da parte de seu empregador. São números perigosos se considerar que a área de apps de delivery emprega hoje cerca de cinco mil pessoas na cidade, além de outros sete mil que atuam de maneira independente no mercado.

Decisão afeta empresas como Rappi e Glovo enquanto medidas de segurança não forem implementadas aos trabalhadores, que operam sem seguro de saúde e até capacete.

Governo da Argentina emitiu esta semana uma ordem que proíbe o funcionamento de todo e qualquer aplicativo de delivery na capital Buenos Aires. De validação imediata, a intervenção feita pelo Tribunal Supremo de Justiça valerá até que se crie uma previsão legal no código de trânsito da cidade que englobe a operação de empresas como a Rappi, o Glovo e o Pedidos Ya, principais afetadas pela medida.

A demanda, porém, não se restringe apenas a regulações de trânsito. o documento da ordem do juiz Andrés Gallardo diz que os trabalhadores destes apps não poderão voltar a trafegar pelas ruas da capital até que estejam garantidos itens de segurança como uso de capacetes, a fixação da mochila na moto ou bicicleta, a existência da devida sinalização luminosa e, claro, um plano de seguro em caso de acidentes.