São Paulo, 16 de outubro de 2018

Agente de distúrbio orgânico e comportamental


Engarrafamento, lentidão de trânsito levam a perda da
liberdade, gera insatisfação, distúrbio comportamental e
até doenças. A irritabilidade é o primeiro sintoma ma-
nifesto e é quase sempre uma resposta excessiva a esse
estímulo de ansiedade no trânsito. É na realidade uma
resposta dos sentimentos do indivíduo. Manifesta-se com
maior ou menor intensidade dependendo da formação,
caráter, personalidade e uma série de outros fatores. O
aumento do potencial elétrico nas pessoas pode ocasio-
nar perturbações nas funções dos neurotransmissores.
Sabemos que torres de celular, antenas de TV e altos ní-
veis de poluição eletromagnética na atmosfera provocam
aumento do potencial bioelétrico que é capaz de provocar
alterações nas ligações neuronais e baixa produção de
serotonina. Esta substância é além de sedativa, calman-
te, é aquela capaz de elevar o humor e produzir sensação
de bem estar, conforto. Na lentidão e no engarrafamento
do trânsito com estresse e desvitalização bioenergética,
perde-se o controle dos impulsos, ocorre queda da seroto-
nina que por sua vez reduz os neurotransmissores contro-
ladores do comportamento explosivo (“diz-se que o indi-
víduo está com pavio curto”). Outros fatores psicológicos
e psiquiátricos como compulsão, depressão, ansiedade,
problemas afetivos, agressividade têm baixa produção da

Ao contrário do que prometeu o governo federal
com as mudanças nas leis trabalhistas, que acabou
com os direitos garantidos pela CLT, a chamada ¥e-
xibilização das leis não gerou emprego, pelo contrá-
rio, são quase 15 milhões de desempregados na pior
crise ¦nanceira que já atingiu o Brasil. As mudanças
legitimaram a precarização do trabalho garantindo
serotonina. E é essa serotonina elevada que nos mantém
alegres, bem humorados, tolerantes e em equilíbrio. É na
realidade um dos mais importantes neurotransmissores. A
baixo, podemos aí reagir com distúrbios de comportamen-
to dependendo daqueles fatores psicológicos e psiquiátri-
cos e outros fatores pessoais. Podemos chegar à impulsivi-
dade, agressividade e a violência verbal, gestual e física o
que, aliás, é hoje muito comum no nosso trânsito.
O distúrbio de comportamento pode manifestar-se
também com negligência e imprudência como produto
da agressividade. Tudo isso, causa no motorista envolvi-
do nesse trânsito louco dos grandes centros, dano físico,
psicológico e social, tem a saúde comprometida. Doenças
sem sinais, sintomas e doenças. A inalação dos poluentes
produzidos pela queima de combustível, a condição cli-
mática e muitos outros fatores são desencadeantes. Nos
das causas do “Road Rage” (fúria no trânsito).
Outros sinais e sintomas podem ser percebidos como:
taquicardia (batimento cardíaco acelerado); taquipnéia
(frequência respiratória aumentada); extrassístoles (ba-
segurança jurídica e mais lucros para as empresas
que utilizam formas de contratações ilegais.

O desemprego atingiu média histórica de 15%
em janeiro de 2018, de acordo com dados do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geogra¦a e Estatística)
que foram divulgados recentemente e fazem parte
da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Do-
timento cardíaco irregular); elevação da pressão arterial;
dor no estômago; enjoo; extremidades frias e transpira-
ção (suor).
Os que mais sofrem são as pessoas tensas, apressadas
e ansiosas. O quê fazer? Buscar permanentemente o equi-
líbrio; não buscar explicações para o problema; relaxe;
coloque música ambiente; sente-se confortavelmente;
faça um alongamento; mantenha o bom humor; converse
com o passageiro ou o parceiro de infortúnio; troque gen-
tilezas; coloque uma coisa doce na boca.
Lembre-se que todos que estão no trânsito são parcei-
ros de infortúnio e não inimigos. O auto-estímulo, bem
como o estímulo de cada um que se encontra na lentidão
ou no engarrafamento seja com um sinal positivo, com
uma palavra de conforto, com uma simples brincadeira
serão certamente agentes atenuantes do desgaste físico,
mental e social que todos estão vivendo. Uma conversa,
uma brincadeira, pode aumentar a produção da seroto-
nina e sairmos daquela realidade para momentos felizes
como quando nos ocupamos com outra atividade de lazer.


Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior.
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medici-
na de Tráfego Ocupacional da ABRAMET

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

<< ver outros artigos