São Paulo, 24 de junho de 2018

forum


O evento ocorrido no Museu dos Transportes Públicos,
no Canindé - SP, pode levar a tona a situação da
categoria de motofrete na região, vários fatores apresentados
no fórum levado aos gestores públicos, essa exposição
mostrou que nada mudou desde 2009, uma
situação que não podemos mais conviver com ela, se
nada for mudado neste sentido pelo poder público,
teremos somente contribuído para o descrédito da Lei
Federal 12.009/09 soberana a demais leis e da própria
categoria que aguarda dos governantes incentivos para a
regulamentação.
Através da regulamentação da lei 12.009, é possível a
diminuição dos acidentes, melhorar a prestação de serviços a sociedade e governo, valorização da categoria,
buscar obtenção de incentivos dos governos, seja com
curso gratuito 30 horas, linha de financiamento, isenção
de impostos, entre outros fatores. A importância do motofrete
é medida pelos dados econômicos da atividade
na região metropolitana de São Paulo. São mais de 300
mil empregos diretos e indiretos, com um PIB anual de
bilhões de reais, mais de 150 mil empresas necessitam
do serviço e superam 3 milhões de empregas dia.
Além disso, a regulamentação pode trazer economia
aos cofres públicos federais estaduais e municipais
e ao seguro DPVAT, já que, gastos com os acidentes
custam para o estado de São Paulo, em média
R$ 4,4 bilhões, para a previdência social, no caso da
invalidez permanente R$ 2,28 bilhões e ao DPVAT algo
em torno de R$ 1,6 bilhões com os prêmios pagos
(Morte, Invalidez e DAMS).
Outra exposição realizada foi a padronização dos
equipamentos de segurança, sendo utilizados pelos profissionais,
os tornam menos vulnerárveis aos acidentes,
trazendo mais segurança na via, tornam mais visíveis
no trânsito, sendo reconhecidos pelos veículos a distância
segura na via, seja de dia e a noite, onde e maior
a sinistralidade dos acidentes com motos, por não serem
vistos, trazendo mais segurança a todos, os estudos
apontam que somente com a padronização seria possível
reduzir em mais 20% os acidentes de trânsito, já que
em São Paulo, morre mais de um motociclista por dia.
Por fim, as propostas e na visão de Rodrigo Ferreira
diretor Institucional e Projetos do SindimotoSP, a desburrocratização
das normas municipais, é um dos principais
focos do evento, e a possibilidade do Detran.sp, em
conformidade com Art 139-B, do CTB, e a possibilidade
de regulamentação da região metropolitana pelo próprio
Dentra.sp, que a atual gestão, juntamente com o
Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, não tem
medido esforços para contribuir com a regulamentação,
e buscar soluções para uma demanda que é nacional,
onde a região metropolitana tem mais de 1,85
milhões de motociclistas e representa 30 % da forca
de trabalho no Brasil.
Pela relevância do encontro para o setor de motofrete,
e a importância de buscarmos soluções e salvar
vidas, estaremos propondo que seja criado um Fórum
específico com todos os gestores da região que possa
envolver o Denatran, Detran.sp, o Movimento Paulista
de Segurança, Policia Militar e demais órgão e entidades
competentes.

fonte: assessoria imprensa

<< ver outros artigos