São Paulo, 24 de junho de 2018

Seminário 1° de Maio


Debate com os candidatos presidenciáveis que estiveram no evento mostrou opiniões, planos de governo e o que farão, para quem se eleger, de Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Aldo Rabelo e Guilherme Afif Domingos. Todos falaram sobre a Quarta Revolução Industrial. O Seminário organizado pela UGT teve ampla discussão e participação
dos principais pré-candidatos a presidência da república. O
primeiro a participar foi o ex-governador paulista Geraldo Alckmin. Abaixo, leia o que ele e os outros candidatos falaram.

Geraldo Alckmin
No seu discurso, Alckmin anunciou que pretende dobrar o salário dos trabalhadores brasileiros. “Na mi-
nha gestão nós vamos dobrar o salário da população sanando os problemas fiscais e ampliando a educação
básica de qualidade”, disse o ex-governador.
Alckmin enfatizou que o Brasil é um país caro, com baixos investimentos e com perda de competitividade,
mas totalmente dependente do mercado interno, assim o pré-candidato propôs ampliar a participação es-
trangeira com maior abertura comercial. “Sobra dinheiro no mundo e é preciso a gente trazer esse dinheiro”,
disse Geraldo.
Ressaltou que é preciso realizar uma profunda reforma política, tanto em relação a quantidade de partidos,
quanto em relação ao formato das eleições, que sejam distrital ou distrital mista.
Defendeu também que em relação a previdência, o Brasil precisa respeitar o teto do INSS tanto para o fun-
cionalismo público, quanto para o contribuinte geral.
O ex-governador anunciou uma simplificação tributária, para que o Brasil deixe de ser um país que de-
pende simplesmente dos tributos que pesam sobre o consumo, o que é prejudicial, principalmente, os mais
pobres. Sua proposta é que esses tributos sejam cobrados principalmente sobre a renda e os patrimônios.
Alckmin lembrou que o FGTS hoje tem uma correção baixíssima, por isso pretende implantar a correção
pela Taxa de Longo Prazo (TLP), que é a correção monetária mais juros. Reforçou que no SUS é preciso au-
mentar o investimento, melhorando a gestão e foi enfático ao afirmar que a reforma trabalhista tem diversas
falhas, principalmente no que tange o custeio sindical, o trabalho intermitente, o trabalho insalubre para
gestantes e lactantes, entre outros.
Segundo Geraldo, o maior desafio do mundo moderno é a geração de emprego, que isso só acontecerá com
o fortalecimento da prestação de serviço. “A indústria está cada vez mais automatizada, no setor rural tam-
bém, assim, somente o setor de serviços poderá segurar os empregos”.

Ciro Gomes
Quando questionado sobre a reforma trabalhista aprovada
pelo atual governo, Ciro Gomes foi enfático: “Essa lei tem que
ser revogada. Reforma é necessário e não temos medo dela,
mas é preciso acontecer a partir de um amplo debate com
sociedade, entidades sindicais, organismos internacionais e
por aí vai. É preciso se adaptar às novas relações de trabalho. Nenhuma nação
cresce sem trabalhadores organizados, liderados, politizados, informados. E isso é função dos sindicatos. A elite quer acabar com o movimento sindical para exterminar o mínimo de organização dos trabalhadores.

Marina Silva
Em sua explanação, a presidenciável avaliou os prin-
cipais problemas que o Brasil enfrenta atualmente, fo-
cando principalmente na perda vertiginosa de empregos para as máquinas, o que fomenta a miséria e aumenta a
desigualdade social, gerando violência e criminalidade.
Segundo Marina, é preciso resolver os problemas estruturais do país,
pois hoje já são 14 milhões de desempregados, o Brasil chegou a ser a
quinta economia do mundo estando agora na nona posição, tendo como
consequência que muitas das pessoas que saíram da miséria absoluta,
hoje já retornaram.

Aldo Rebelo
Questionado sobre os dados do IBGE, que divulgou existir
13.700 mi de desempregados no Brasil, o pré-candidato afirmou:
“Este é o maior desafio do presidente da República. O desemprego
não é só uma chaga social. É também espiritual, pois, além de provocar a falta de meios para sobreviver, traz infelicidade, tristeza,
frustração”. Rebelo explica que o número de desempregados é muito maior, “pois não são contabilizados, por exemplo, aqueles que estão no mercado informal, sem procurar emprego”. O pré-candidato afirma que a solução para esse quadro é a retomada do crescimento da economia. “Sem esse crescimento, não tem solução para nada.”

Guilherme Afif Domingos
O pré-candidato ressaltou que o Brasil é um país que, apesar de todas as dificuldades, precisa se focar no micro e no pequeno empreendedor. “Os grandes têm financiamento do BNDS para investir em maquinário e tecnologia, os pequenos e médios empresários valorizam o trabalhador”, disse Afif. Segundo Guilherme, a UGT foi muito feliz em escolher para o seminário o tema da revolução industrial 4.0, pois na sua visão, não existe política social que não gere emprego e distribuição de renda. A crise política que estamos vivenciando atualmente se dá justamente porque na história brasileira, este é um país que foi construído de cima para baixo, o que proporciona o mar de lama que está sendo exposto atualmente.

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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