Ministério Público do Trabalho (MPT) acata denúncia do Sindimotosp contra LOGGI por práticas antissindicais

A empresa foi chamada pelo MPT para explicar perseguição que tem promovido contra o SindimotoSP e tentativas de desvalorizar as ações do sindicato junto à categoria de motofrete com falsas notícias. 

As ações da Loggi, que precariza veemente as relações trabalhistas, são represálias contra o representante legal da categoria dos motoboys.  

Além de monopolizar as entregas do setor delivery por aplicativos, ela promove o dumping social, persegue os delegados sindicais eleitos pela categoria, realiza bloqueios injustos nos trabalhadores que reivindicam direitos e realizou desmonte total do comitê de trabalhadores que ela mesmo ajudou a montar, para esvaziar o movimento sindical. 

O absurdo da perseguição se deu no dia da Audiência Pública em 25 de fevereiro de 2019, quando a Loggi incentivou os trabalhadores que estão em sua plataforma se colocarem contra o sindicato, que apenas desejava justiça para os trabalhadores do motofrete e a regulamentação de serviços que ela e outras empresas de aplicativos no motofrete executam no setor de duas rodas profissionais. Nesse dia, o que se observou foi um ato de violência contra o sindicato. 

Agora, o Ministério Público do Trabalho segue com audiência para que a empresa se justifique. 

O SindimotoSP, na defesa do trabalhador motociclista afirma que não irá intimidar-se diante da Loggi e outros Apps, porque entende que esse é o seu papel: lutar pela valorização da classe, saúde, segurança e dignidade
dos motofretistas.