Morte de entregadores de APPs espalham-se por todo país e no exterior

No Brasil, mais de 11 mil motociclistas morreram em um ano, segundo último balanço do Ministério da Saúde. O seguro DPVAT pagou mais de 167 mil indenizações a vítimas com acidentes de moto em 2018. Um terço das indenizações, foi no Nordeste do país. O Sudeste foi a segundo região com o maior número de indenizações pagas. Além da conhecida pressa dos motociclistas, alguns aplicativos, especialmente de entrega de comidas, dão bônus em dinheiro aos que fazem entregas em menos tempo e aumentam o risco de acidentes. O número de acidentes fatais com motociclistas aumentou 17,7% na cidade de São Paulo no ano passado. A média subiu para uma morte por dia. Em 2018, foram 366 mortes, contra 311 em 2017. 

Em outros países, como tem crescido a oferta e demanda por entregas com aplicativos, o fato se repete. 

Recentemente, países da Europa como Espanha, Portugal, Inglaterra e França, tiveram grandes manifestações de motociclistas profissionais reivindicando direitos e mais segurança para exercer a profissão.  

A morte de um entregador da Glovo, em Barcelona, que morreu em acidente, gerou protesto de centenas de motociclistas de delivery que exigiram que a empresa seja responsabilizada. Da mesma forma que ocorreu em Buenos Aires com Ramiro Cayola, entregador do Rappi que faleceu atropelado por um caminhão em Puerto Madero, a empresa se exime de responsabilidade. Os trabalhadores da Rappi, Ifood de vários países estão, agora, se mobilizando e exigindo direitos. 

Na Inglaterra, se não bastassem as mortes, os motofretistas estão sendo assaltados e tem, muitas vezes, que pagar para ter a motocicleta de volta.