Motoboys trabalham em regime de escravidão para empresas de aplicativo de motofrete em pleno século 21

Antes, elas ofereciam o paraíso, tratavam os profissionais como amigos, distribuíam simpatia e brindes para seduzir o trabalhador com altos ganhos, mas, passado o tempo, essas empresas até então com cara (e jeito) de cordeiro revelaram-se lobos vorazes e interessados em uma única coisa: explorar o motociclista. Estas empresas não entendem que o setor é regulamentado e possui Convenções Coletivas com direitos conquistados ao longo de quase uma década de lutas. Elas usam o artifício da contratação via MEI (micro-empreendedor individual) e com isso não pagam direitos trabalhistas, conseguem oferecer preços melhores para os tomadores de serviço, já que não pagam impostos municipais com as empresas de motofrete convencional e ainda, precarizam as relações trabalhistas.

As promessas no começo do cadastro dos profissionais eram salário acima de R$ 5 mil, jornada de trabalho flexível, entre outras promessas, mas, atualmente, as empresas sistematicamente não tem cumprido o prometido, aumentando seus próprios lucros e exigindo do trabalhador serviço escravo com longas jornadas de trabalho. Os motociclistas que trabalham para essas empresas, tem custo fixo que gira em torno de R$ 2,5 mil fixos por mês, e, agora, as mesmas que tratavam motociclistas como parceiros, não conseguem dialogar com as empresas. Segundo informações dos próprios trabalhadores do setor, estão sendo coagidos com o recado de que serão bloqueados no sistema de Apps. Aliás, as empresas estão promovendo práticas anti sindicais porque o motoboy tem direito de consultar seu sindicato, mas são proibidos.