Proibir moto nos corredores não é a solução

O Sindicato dos Motoboys de São Paulo (SindimotoSP) e a Federação Brasileira dos Motociclistas Profissionais (Febramoto) são contrárias ao parecer do deputado Juscelino Filho (DEM-MA), relator da proposta que altera o Código de Trânsito Brasileiro, que sugere proibir que motociclistas trafeguem entre os carros quando estes estiverem em movimento.

Para as entidades, a proibição não é a melhor opção para solucionar um problema tão grave, que é a mortalidade que ocorre no trânsito brasileiro, e sim o fortalecimento de políticas públicas efetivas que, aliadas a ampliação de ações educativas, poderão coibir o excesso de velocidade e os desrespeitos as leis de trânsito vigentes, diminuindo a mortalidade.

“Não é restringindo o direito de ir e vir das pessoas, que o governo irá enfrentar esse grave problema, que é a carnificina das estradas brasileiras”, explicou Gilberto Almeida (Gil), presidente do SindimotoSP.

Segundo o dirigente, o fato de as motos andarem atrás dos carros pode aumentar a insegurança e o número de acidentes, além disso, existe o fator congestionamento, pois se as motos tiverem que respeitas a distância de segurança entre os veículos, grandes cidades como São Paulo terão um crescimento vertiginoso do problema de mobilidade urbana.

“A prefeitura de São Paulo restringiu a circulação das motos nas vias expressas das marginais, nós apoiamos que o caminho correto seria pela educação, prevenção e orientação. Hoje as motos só circulam pela via local e o trânsito ficou mais carregado e aumentou o congestionamento”, disse Gil.

O Sindicato já entrou em contato com a assessoria do deputado Juscelino e está marcando audiência para tratar deste tema. O parecer aguarda votação na comissão especial, não tendo ainda data marcada.

2 comentários em “Proibir moto nos corredores não é a solução

  • 2 de dezembro de 2019 em 15:20
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    Em sampa temos um problema grave, a prefeitura nos últimos anos tem aumentado a capacidade de carros simplesmente estreitando as faixas de rodagem, ou colocando mais faixas (onde tinha 2, vira 3 e por ai vai) ou colocando ciclo faixa sem fazer uma análise do fluxo de motos e estreitando ainda mais os corredores. A 20 anos nossa maior moto era uma 400 cc e agora temos motos com 1800 cc e muito mais largas. Política pública é multa e proibição, basta ver na marginal pinheiros, pra moto acessar a Castelo tem que ir até a Tiete… sem contar que é obrigado a andar no meio dos caminhões na pista lateral … local onde somos vistos somente pelos radares …

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  • 3 de dezembro de 2019 em 07:20
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    É mais divertido(arriscado,perigoso) pilotar e fazer peripécias no meio de veiculos, quebrar espelhos, duscutir, arrumar confusão, ficar inválido, do que fazer um curso, faculdade, estudar, trabalhar em empresas , e o próprio governo reorganizar nossas escolas e criar empregos para esses condutores que pensam que motoboy é profissão.
    MOTOBOY é carnifina…qtos acidentes por dia? Qtos filhos dependem dos pais que batem no peito e gritam sou MOTOBOY???…coitado dessas crianças….
    Sindicato não tem filho..é uma maquina de arrecadação..nada oferece…tá tufo errado…..Que Deus proteja vcs MOTOBOY…..FUI motociclista curtir estrada..praia…cortei cana…tirei leite..criei galinhas..vendia ovos…servente..pedreiro.encansdor..etc…faço qq coisa mas não morrer numa falsa profissão…….Só por DEUS…

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