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Motofrete São Paulo Acidentes em alta

FIPE diz que 60% dos motoboys de SP já sofreram acidentes e que 64% estão trabalhando mais por menos

Pesquisa realizada no 2º Pit Stop Motofretista Seguro, do Detran-SP, serviu como base de avaliação das condições de trabalho dos motociclistas profissionais

07/09/2021 09h32
Por: Redação Fonte: Jornal AVM
Divulgação
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A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) promoveu o estudo para o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) e atualizou informações sobre a categoria. Pesquisadoras da Fipe especialmente treinadas para esse estudo conversaram com 602 motociclistas.

“O objetivo foi avaliar a satisfação dos motofretistas com seus empregos e verificar suas condições de trabalho. Dessa forma, poderemos dar o devido amparo a uma categoria profissional que tanto tem contribuído com a população durante a pandemia”, destacou Neto Mascellani, presidente do Detran.SP.

Embora seja uma pesquisa preliminar de cunho social, feita com o público específico, foi possível desenhar um cenário da situação de risco que os motofretistas estão expostos. Dos 60% que revelaram envolvimento em acidentes de trânsito, 32% consideraram que foram ocorrências graves, por exemplo. Destes, 30% ficaram afastados de seis meses a um ano.  Outros dados que mostram o excesso de trabalho para essa categoria foram que 67% do total geral trabalham mais de oito horas por dia, 92% não possuem carteira assinada e 58% sequer tem a Carteira de Trabalho e Previdência Social.

    

Os demais dados coletados foram:

38% ganham até R$ 3 mil

58% tem ensino médio

62% são da Zona Sul

92% não tem carteira assinada

58% não tem nem carteira

91% trabalham pra aplicativos

58% trocaria de atividade

9% são usuários do sistema sem qualquer respaldo

49% trabalham como motofretista há mais de 5 anos

64% trabalham mais de 5 dias na semana

67% trabalham mais de 8 horas por dia

60% sofreram acidentes (28% moderado e 32% grave)

30% ficaram afastados de 6 a 12 meses

66% estão satisfeitos com o trabalho de motofretista

35% acham ruim o tratamento oferecido pelos aplicativos para os motofretistas

24% acham bom o tratamento oferecido pelos aplicativos para os motofretistas

43% dos motofretistas gostariam de ser funcionários

48% dos motofretistas querem seguir como colaboradores, mas com algum respaldo trabalhista

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