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Destaque Números alarmantes

Motociclista é a maior vítima do trânsito brasileiro, diz estudo da ONSV

O documento, fruto de pesquisa, apresenta triste cenário da mortalidade de motociclistas no Brasil e cobra atenção especial para criação de políticas públicas urgentes

08/09/2021 09h16
Por: Redação Fonte: Jornal AVM
Divulgação
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Segundo estudo publicado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), desde 2009 o número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito só cresce. Dados das duas últimas décadas traz constatações que impressionam. Para se ter uma ideia, de 2012 a 2019 o número geral de mortes no trânsito apresentou uma redução de 28,7%. No mesmo período, as mortes de motociclistas reduziram apenas 10,4%, o que faz com que a proporção das mortes de motociclistas tenha aumentado 25,7%. Se comparado o total de mortes de motociclistas de 2001 a 2019, houve um aumento de 244,7%. Outros dados analisados mostraram também crescimento em algumas infrações de trânsito, como 43,7% dos motociclistas serem flagrados dirigindo sem possuir CNH; 73,4% estavam com a CNH de categoria diferente da do veículo ou suspensas.

O IPEA, em dados divulgados agora em 2021, afirma que o Brasil gasta anualmente R$ 50 bilhões com as ocorrências de trânsito. Se, o número de motociclistas mortos por ano representa 35% do total, gasta-se R$ 17,5 bilhões com eles. Levando em consideração, a arrecadação de impostos com a venda de motocicletas em todo Brasil, esse valor representa 4 vezes menos com o gasto para atender às ocorrências.

O Nordeste possui uma frota de menos de 30% das motocicletas do país, todavia, é a região mais afetada pelas ocorrências fatais de trânsito de motociclistas, quase 40% do total registrado.

Em relação ao ranking por estado, os do Nordeste estão no topo da lista, seguido pelo dos Norte e Centro-Oeste. Em números absolutos os que mais ocorrem óbitos de motociclistas são: São Paulo (1.522 - 13,6%) e Minas Gerais (771 - 6,9%).

Para frear essa tragédia nacional, o Observatório ressalta a necessidade urgente de uma ação coordenada que envolva vários setores da sociedade e que seja coordenada e integrada pelos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, como Denatran, Detran, municípios, entre outros. Também é necessário campanhas de conscientização entre os principais envolvidos nesse grave problema: os próprio motociclistas.

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