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Motofrete Brasil Preço nas alturas

Ganho salarial dos motoboys e mototaxistas está cada vez menor por conta dos aumentos da gasolina

Entregar mercadorias ou transportar pessoas já foi boa fonte de renda, hoje, com aumentos sucessivos deste item, o profissional trabalha mais por menos

23/09/2021 10h52 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação Fonte: Jornal A Voz do Motoboy
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A profissão de motofretista e mototaxista atualmente sofre um duro golpe no bolso do trabalhador com os aumentos dos preços da gasolina. Esse custo elevado faz com que os profissionais motociclistas trabalhem mais ou se alimentem precariamente para que, assim, sobre mais dinheiro no fim do mês.

O monitoramento mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que de fevereiro a agosto desse ano, o combustível subiu de R$ 5,12 (em média na capital SP) para R$ 5,80 (dependendo da região), o equivalente a mais de 10% entre um valor e outro, não considerando aqui, a porcentagem final desde a saída do combustível das refinarias para os postos de gasolina. Nesse caso, se pegarmos como referência os valores do mesmo período entre 2020 e 2021, a média de aumento fica entre 35% a 50% dependendo do estado brasileiro.

Todos os comparativos levam em conta o reajuste pela inflação do período, com preços corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE. Os percentuais são de aumento real e balizados pelos preços do mês passado. O reajuste chega a números tão surpreendentes porque, em agosto de 2020, com a circulação em níveis muito baixos em todo o país, houve uma redução drástica dos preços dos combustíveis. Havia, afinal, pouquíssima demanda. Mas ao longo de 2020 e com o isolamento social reduzindo, o custo da gasolina passou a se normalizar até chegar aos valores de 2021.

De fevereiro em diante, porém, o valor subiu o nível em relação ao anterior à pandemia em virtude da alta dos preços do petróleo, cotados em um dólar valorizado. Esses aumentos sucessivos da gasolina contribuíram para que a margem de lucro do motoboy caísse, já que o custo com o combustível fica entre 25% e 35% dos gastos mensais.

Para piorar o quadro, a taxa paga pelas empresas de aplicativos que atuam no setor de motofrete, não só varia de acordo com a demanda de pedidos e número de trabalhadores disponíveis, mas também vem caindo cada vez mais. Isso resulta em mais trabalho, menor salário e potencializa a precarização das relações trabalhistas, que só aumenta.

Para compensar o gasto com gasolina, o trabalhador deixa de se alimentar adequadamente, de fazer a manutenção do veículo, trabalha longa jornadas e pior, anda mais rápido para fazer mais entregas no dia, colocando sua própria segurança em risco.

Prova desse profissional estar sujeito a acidentes, é o aumento assustador de óbitos e motoboys com sequelas de acidentes. Os dados estatísticos do Infosiga SP mostram que o número de acidentes com motociclistas na capital paulista saltou de 1.011 em abril de 2020 para 1.584 em junho de 2021 (alta de 56,6%). As mortes subiram 58,8%, de 17 para 27.

“O que está acontecendo é uma verdadeira carnificina no setor, com essas empresas de aplicativos desrespeitando leis e não dar qualquer tipo de suporte ou ajuda financeira para os entregadores, que sequer recebem uma ajuda de custo para custear a manutenção das motocicletas e, com esse preço da gasolina, é óbvio que o trabalhador tem quem tirar a diferença ou trabalhando mais ou deixando de se alimentar corretamente”, diz Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do SindimotoSP e da Febramoto.

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