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Motofrete São Paulo CPI dos Apps em SP

Na CPI dos Apps, Gil, presidente do SindimotoSP, expõe precarização trabalhista promovida pelas empresas de apps na Capital SP

Também foi entregue pelo sindicalista um dossiê produzido com um renomado escritório especialista em tributação, revelando as estratégias que as plataformas digitais usam para benefício próprio

23/11/2021 14h40
Por: Redação Fonte: Jornal A Voz do Motoboy
Divulgação CMVSP - internet
Divulgação CMVSP - internet

Se os vereadores de São Paulo tinham dúvidas em relação a precarização que as empresas de apps estão promovendo na capital agora não têm mais. Em seu enfático discurso na audiência pública de hoje, na Câmara dos Vereadores, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do SindimotoSP e Febramoto, defendeu com propriedade e argumentos convincentes que estas empresas que atuam no setor de motofrete não são OTTCs (Operadoras de Tecnologia de Transporte Credenciada) e sim, empresas de entregas rápidas. Para ele, elas adotaram essa denominação para fugir das responsabilidades trabalhistas, sociais, fiscais e tributárias.

Gil defende o modelo CLT porque é o justo para os entregadores e só assim, seus direitos serão respeitados, como jornada de trabalho com horário limitado, férias, folgas na semana, 13º, salário mínimo fixo, entre outros, além de condições mínimas de exercício da profissão como locais de descanso, alimentação, banheiros etc.

"Essa história de MEI é ficção plantada no imaginário dos entregadores porque existe sim, subordinação, obediência à regras e, se reclamar, bloqueio sem justificativa", salientou.

O sindicalista ainda defende que o Ministério Público do Trabalho (MPT) deve ser convidado para essa CPI, bem como o Hospital das Clínicas que tem recebido um grande número de entregadores acidentados, que oneram o SUS (Sistema Único de Saúde), enquanto as empresas de apps se mudaram da capital para não recolher impostos e ficam cada vez mais milionárias, tendo ações inclusive na Bolsa de Valores, valendo fortunas.

"Não somos inimigos da tecnologia nem do progresso, mas essas empresas precisam agir com responsabilidade e serem justas porque tem muitos trabalhadores morrendo ou sendo amputados por falta de compromisso delas com seus colaboradores, que atualmente trabalham mais por menos", finalizou Gil.

Ainda na sessão, o presidente do SindimotoSP e da Febramoto, Gil,  repassou à Comissão um completo dossiê com informações importantes que ajudarão os parlamentares na investigação das supostas irregularidades que as empresas cometem.

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