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Motofrete São Paulo Ação civil pública

MPT requer em ação que a Rappi reconheça vínculo trabalhista; 99, Uber e Lalamove também foram citadas no relatório

O reconhecimento é para a garantia de direitos sociais trabalhistas, securitários e previdenciários

24/11/2021 13h29 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Jornal A Voz do Motoboy - MPT
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou na primeira quinzena de novembro mais ações no Poder Judiciário contra as empresas Rappi, 99, Uber e Lalamove, solicitando que o Poder Judiciário reconheça o vínculo de emprego com os entregadores de mercadorias e os motoristas. Requereu ainda, a melhoria imediata das condições de saúde e segurança dos trabalhadores para reduzir a precarização das relações trabalhistas.

As irregularidades relacionadas ao vínculo de contratação desses trabalhadores são objeto de mais de 600 inquéritos civis (IC) em tramitação pelo país e também de oito ações civis públicas (ACP) ajuizadas na Justiça do Trabalho, após o MPT constatar a existência de irregularidades nas relações de trabalho estabelecidas por algumas empresas de aplicativos.

No total, 625 procedimentos já foram instaurados contra 14 empresas de aplicativos: Uber (230), iFood (94), Rappi (93), 99 Tecnologia (79), Loggi (50 procedimentos), Cabify (24), Parafuzo (14), Shippify (12), Wappa (9), Lalamove (6), Ixia (4), Projeto A TI (4), Delivery (4) e Levoo (2).

O titular da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret), Tadeu Henrique Lopes da Cunha, diz que o comportamento das plataformas digitais frente ao Poder Judiciário revelou a existência de um contexto de atuação de defesa com base na jurimetria, com a intenção de dificultar o revolvimento da matéria pelo Poder Judiciário, construindo um posicionamento jurisprudencial a seu favor, mediante proposição de acordos manipulatórios da jurisprudência.

“As empresas enaltecem a existência de decisões judiciais de não reconhecimento do vínculo de emprego, mencionando, inclusive, que muitas decisões judiciais lhes seriam favoráveis. Ocorre que o posicionamento jurisprudencial citado pelas empresas não é casual ou resultado da ausência de compreensão da Justiça sobre a metodologia de trabalho em questão”, explicou Cunha.

Leia também Na CPI dos Apps, Gil, presidente do SindimotoSP, expõe precarização trabalhista promovida pelas empresas de apps na Capital SP 

 

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