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Motofrete São Paulo CPI dos Apps em SP

iFood e 99 omitem informações na CPI dos Apps; para vereadores empresas estão lesando os cofres públicos da cidade e precarizando o setor

Omissão de dados, informações e muitas irregularidades fiscais / tributárias / trabalhistas são apontadas pelos parlamentares em relação aos depoimentos dos representantes das empresas de aplicativos

07/12/2021 15h57 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Jornal A Voz do Motoboy - Câmara Municipal de SP
Imagem Internet CMSP
Imagem Internet CMSP

O iFood e 99 enviaram representantes para a sessão da CPI dos Apps que aconteceu hoje (7/12) na Câmara Municipal de São Paulo, porém, segundo os vereadores, ambos convocados mostraram que suas respostas estão longe da veracidade que as denúncias de trabalhadores têm apontado, bem como irregularidades já levantadas em estudos e pré-investigação em andamento realizada pela Comissão. As empresas Loggi e Rappi estavam presentes, mas foram dispensadas, entretanto, suas convocações já foram acertadas para fevereiro de 2022.

O primeiro a ser ouvido, representante da 99, Diogo Souto - diretor de Relações Institucionais, respondeu diversas perguntas, de forma evasiva, causando inclusive estranheza dos vereadores que repetidamente o confrontaram, principalmente mostrando através de denúncias recentes de motoristas, o desrespeito com bloqueios indevidos, repasse de valores indevidos e outras situações de irregularidades. Os vereadores também questionaram a mudança da empresa para Osasco, mas a concentração de motoristas e o maior uso viário do solo ser ainda em na cidade São Paulo. Para os parlamentares isso é apenas para não recolher ISS, bem como fugir de regulamentações da capital.

Já o iFood, representado pelo também diretor de Relações Institucionais João Sabino de Freitas, não ficou atrás e deixou mais ainda com dúvidas os membros da Comissão, além de informar, de bate pronto, que a empresa não paga créditos por quilômetro rodado no município.

Freitas foi questionado sobre diversas questões como por exemplo, os entregadores trabalharem longas jornadas de trabalho, terem seus direitos precarizados e não ganharem aumento real no valor de entregas há anos. Além disso, os vereadores também perguntaram porque a empresa também mudou de endereço se o forte da renda dela encontra-se na cidade de São Paulo.

Outra questão que causou perplexidade durante a sessão, foi as chamadas OLs (empresas de operação logística) prestarem serviço para o iFood, sem que o poder público saiba quem são, onde estão e se estão com a documentação correta, exigida pela Lei Municipal 14.491, que exige Termo de Credenciamento para funcionamento.

Ao tratar da questão tributária, o representante do iFood reforçou que a empresa nunca teve uma sede na cidade de São Paulo – foi fundada em Jundiaí e atualmente está sediada em Osasco.

A reunião foi conduzida pelo presidente da CPI, vereador Adilson Amadeu (DEM). Também participaram o vice-presidente da Comissão, vereador Marlon Luz (PATRIOTA), o relator dos trabalhos, vereador Camilo Cristófaro (PSB), e os vereadores Dr. Sidney Cruz (SOLIDARIEDADE), Gilson Barreto (PSDB), Luana Alves (PSOL) e Senival Moura (PT), membros do colegiado, além do vereador Roberto Tripoli (PV).

A íntegra da reunião desta quarta pode ser conferida abaixo...

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