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Pesquisas de renomadas instituições realizadas em 2026 revelam avanço crítico da precarização do trabalho de entregadores de aplicativos no Brasil

A promessa de flexibilidade e empreendedorismo que envolve o trabalho mediado por plataformas digitais esconde uma realidade severa de desamparo e jornadas exaustivas.

31/10/2026 08h24
Por: Jornal A Voz do Motoboy Fonte: Redação
Divulgação
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Dados oficiais divulgados no decorrer de 2026 por instituições de renome internacional, inclusive, consolidam o debate sobre a urgente necessidade de fiscalização do setor. O contingente de trabalhadores plataformizados superou a marca histórica de 2 milhões de pessoas no Brasil, impulsionado principalmente pela escassez de alternativas no mercado de trabalho convencional.
 
Os estudos foram idealizados e conduzidos em conjunto por três grandes instituições: o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do módulo temático da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) focado em plataformas digitais; a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), através do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
 
A coleta de dados, que tomou como referência o ano base de 2025, avaliou as condições laborais, rendimentos e proteção social de motoristas e entregadores.
 
Os resultados apontam disparidades expressivas frente ao trabalho em que entregadores cumprem 5,4 horas semanais a mais para equiparar rendas, obtendo ganho médio por hora inferior (R$ 16,20 contra R$ 18,40 do formal), quando comparados a trabalhadores do mesmo setor, só que em regime celetista. Além disso, a informalidade atinge 72,1% da categoria e apenas 34% possuem cobertura previdenciária.
 
Para frear essa precarização decorrente da transferência de riscos operacionais pelas plataformas, as instituições apontam que o Governo Federal deve basear-se em diretrizes regulatórias essenciais como, proteção previdenciária e piso mínimo reajustado por convenções coletivas anuais, estabelecer inclusão compulsória na seguridade e regular limites para jornadas e algoritmos, além de exigir transparência nas taxas das plataformas.
 

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